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sábado, 9 de julho de 2011

VACINAÇÃO E VERMIFUGAÇÃO

Vacinação e Vermifugação

A vacinação e a vermifugação são, sem dúvida, os cuidados mais importantes que devemos ter com os filhotes. Os animais devem ser imunizados antes de começarem a freqüentar as ruas. Até os 45 dias de vida, eles estarão protegidos por anticorpos transmitidos pela mãe através da placenta e aleitamento. Após este período, inicia-se o que chamamos de “janela de vulnerabilidade”, ou seja, uma diminuição do número de anticorpos que a mãe lhe atribuiu, sendo necessário, a partir daí, fornecer-lhes tal imunidade através da vacinação.
A mãe também pode transmitir aos seus filhotes, tanto pela placenta como pela amamentação, vermes. Estes devem ser erradicados através da vermifugação correta dos animais. Vermifugar a fêmea antes do acasalamento pode servir como uma medida de prevenção destes vermes.
Teremos abaixo um esquema simplificado de vacinação e vermifugação dos filhotes:

Vermifugação:
1ª dose do vermífugo - 30 dias de vida
2ª dose do vermífugo - 45 dias de vida
Obs: é importante levar os filhotes ao veterinário para uma adequada vermnifugação, uma vez que esta é feita de acordo com o peso de cada animal.

Vacinação para cães:
Os cãezinhos devem ser vacinados com quatro doses da vacina múltipla (V8 ou V10), a qual os protege contra Parvovirose, Coronavirose, Cinomose, Parainfluenza, Adenovírus, Hepatite infecciosa e 2 ou 4 sorotipos de Leptospirose.
1ª dose da vacina - 45 dias de vida
2ª dose da vacina - após 21 dias da 1ª dose
3ª dose da vacina - após 21 dias da 2ª dose
4ª dose da vacina - após 21 dias da 3ª dose
Após o esquema de vacinação com a múltipla, o cãozinho deverá ser vacinado contra “Tosse dos Canis” e Raiva.
Todas as vacinas deverão ser reforçadas com uma dose anual cada.

Vacinação para gatos:
Os gatinhos também devem ser vacinados, recebendo imunização através da vacina tríplice (Rinotraqueíte, Panleucopenia e Calicivirose) ou quádrupla (Rinotraqueíte, Panleucopenia, Calicivirose e Clamidiose).
1ª dose da vacina - 45 dias de vida
2ª dose da vacina - após 21 dias da 1ª dose
E, após o esquema de imunização, também deverão ser vacinados para Raiva. O reforço para gatos também deverá ser realizado anualmente.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Você sabia que cachorro também pega gripe?

Você sabia que cachorro também pega gripe? Quando ficam no frio ou com pêlos úmidos, os cães podem começar a espirrar, tossir bastante, ter febre e até vomitar. Esses são alguns sintomas da gripe canina. Essa doença contagiosa baixa a resistência do animal e pode desencadear outras enfermidades respiratórias.
Por isso, se você tiver mais de um cachorro em casa, é importante manter aquele que estiver doentinho num lugar reservado enquanto é tratado! Aí é só levá-lo ao veterinário. Ele saberá exatamente quais remédios podem curar seu pet. Mas, não deixe passar muito tempo para marcar a consulta com o vet. É que se não for tratada, a gripe pode levar o cão a um quadro de bronquite ou até pneumonia.
Porém, como a gente repete sempre aqui: prevenir é melhor que remediar. Por isso, o ideal é vacinar seu cachorro contra gripe canina antes que ele fique doente. O custo da vacinação costuma ser bem menor do que os gastos com medicamentos para que seu pet se recupere e fique saudável novamente.

domingo, 19 de junho de 2011

DICAS: OTITE CANINA (IDENTIFICAÇAO, SINTOMAS E TRATAMENTO)

Otite canina: causas, diagnóstico e tratamento

Otite é a inflamação do conduto auditivo. Nos animais, é um problema muito comum que, quando não diagnosticado ou tratado corretamente, pode levar os animais à surdez e, ainda, a alterações de postura e comportamento, como andar em círculos. Outros sinais clínicos incluem o odor fétido, dor e a presença de secreção.



Existem diversas causas de otite. Dentre elas, destacam-se: produção excessiva de células de descamação, associada à presença de bactérias, fungos e ectoparasitos, tais como Demodex canis e Otodectes cynotis.
Alguns casos de otite são complicados de serem solucionados. Isso pode ser devido a fatores predisponentes, como a presença de pólipos e neoplasias (tumor) no conduto auditivo. Não podemos deixar de mencionar que algumas desordens sistêmicas também podem desencadear otites recidivantes, como o hipotireoidismo e as alergias. Devemos também chamar a atenção para as raças que têm orelha pendular, como o nosso amigo Bob, que são predispostas à otite, pois propiciam ambiente ideal para o desenvolvimento de bactérias, fungos e sarnas.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito primeiramente pelo proprietário, que observa a alteração de comportamento do animal, principalmente pelo fato do intenso prurido (coceira) que o animal demonstra. Alguns animais podem deixar de se alimentar e até mesmo ficar agressivos quando o proprietário encosta nas orelhas, em virtude da dor.

Já no consultório veterinário, o animal deve ser examinado com auxílio de um otoscópio (aparelho utilizado para enxergar o interior do conduto auditivo), onde é possível identificar a presença de alguns ácaros (O. cynotis) e avaliar a integridade da membrana timpânica. Esse procedimento é essencial, antes de se prescrever qualquer medicamento ao animal.

Não tente adivinhar qual é o agente etiológico, o causador, da otite. Antigamente era comum escutar que a cera de coloração escura, oriunda de conduto auditivo, estava relacionada à otite fúngica, e a cera de cor marrom, relacionada à otite bacteriana, mas isso não corresponde à realidade encontrada.

O uso de medicamentos inadequados, prescritos sem diagnóstico definitivo, é uma das causas mais comuns de tratamentos falhos, sendo assim, o exame citológico é primordial para o tratamento da doença. Podemos, ainda, solicitar o exame de cultura e antibiograma, para maior segurança e eficácia do tratamento, porém, somente após a realização do exame citológico que indique a presença de bactérias.

Por mais que você já tenha visto diversas vezes, não é para introduzir nada no conduto auditivo de seu animal, isso inclui cotonetes e pinças com algodão! Ao longo dos anos, já tive a oportunidade de notar o lado pesquisador de alguns proprietários; vocês não imaginam como são curiosos! Certa vez, um proprietário pingou água sanitária, outro, azeite quente, e o mais impressionante, um produto comercial utilizado na desinfecção de ambientes.

Encontramos, em algumas lojas (Pet Shops), produtos utilizados para auxiliar a retirada dos pêlos auriculares. Isso é terminantemente proibido em cães, principalmente nos animais com otite.

A utilização de agentes terapêuticos se faz necessária, seja por via tópica (pingando o produto diretamente no conduto auditivo), ou por via sistêmica (administrando por via oral ou pela via subcutânea ou intramuscular). Nos casos mais graves, a técnica de lavagem otológica que tem por finalidade a diminuição dos agentes no conduto auditivo se faz necessária. Nos casos crônicos, infelizmente a única opção do tratamento é a realização de uma cirurgia (ablação de conduto auditivo), pois muitas vezes encontramos estenose (diminuição) do conduto auditivo.

O proprietário é um dos responsáveis em causar o problema e é o primeiro a evitar. Durante o banho dos animais, devemos sempre colocar algodões nos condutos auditivos, para evitar a entrada de água, evitando um ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos. Por mais que você não deixe cair água ou não molhe a cabeça do animal, o risco de entrar uma pequena quantidade ainda é grande.
Ao qualquer sinal de otite, procure imediatamente o seu Médico Veterinário!
Fonte: http://www.dogdicas.com.br/